Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado de Minas Gerais

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Notícia | 03/11/2014

PRF Medeiros, futuro Senador da República, vai defender a categoria e a segurança pública no Congresso Nacional

Os policiais rodoviários federais de todo o País ganharam um reforço de peso no Congresso Nacional. O colega Antônio Medeiros, de Mato Grosso, deve assumir em dezembro uma cadeira no Senado Federal. Suplente de Pedro Taques (PDT/MT), que foi eleito para o Governo do Estado, Medeiros (PPS/MT) vai assumir a vaga já com projetos voltados para a área de segurança.

Medeiros promete ainda servir como um apoio para a categoria e garante que vai defender os interesses de todos os policiais rodoviários federais no Congresso Nacional. “Sou PRF e sinto muito orgulho de pertencer à categoria. Este é o momento com o qual tanto sonhamos, de termos um representante no parlamento. Só não imaginávamos que fosse logo de cara no Senado Federal. Atender às demandas dos PRFs não conflita com as demandas do Estado pois são complementares e não conflitantes”, garante Medeiros.

Em entrevista à Agência FenaPRF, o PRF e futuro Senador Antônio Medeiros apresenta seus principais projetos e pensamentos. Ele pretende defender as medidas favoráveis à categoria, quer melhorias na segurança pública também para o Estado de Mato Grosso, famoso pela agronegócio altamente profissional e produtivo.

Confira a entrevista:

1) Quando o senhor começou a participar da política? Qual foi o caminho trilhado?

Em 2000, com um grupo de amigos e colegas da PRF, nos filiamos ao PPS e participamos do projeto político que culminou com a eleição do atual senador Blairo Maggi para o governo do estado de Mato Grosso. Continuei atuando e, em 2006, fui candidato a deputado federal, não sendo eleito. Porém, com votação expressiva, dado ter sido feita uma campanha sem recursos, acabei sendo escolhido para ser presidente do partido. Em 2010, fui indicado para suplência na chapa do candidato ao senado, Pedro Taques, e com a eleição dele para o governo em 2014, a PRF passa a ter um representante no Senado.

2) Como está o processo para que o senhor assuma como senador? Recebemos a informação de que o segundo suplente chegou a contestar na Justiça a sua vaga. Como está essa situação?

Reúno as condições políticas e jurídicas para assumir o cargo. Trilhei todo o caminho legal que a lei eleitoral exige. O segundo suplente briga contra os fatos e contra a verdade, busca por vias transversas transformar o verdadeiro em falso e o falso em verdadeiro, mas não acredito que a Justiça Eleitoral de Mato Grosso fará parte de um golpe contra o Estado de Direito e contra a Democracia.

3) Chegando ao Senado Federal, quais seriam os seus projetos e propostas prioritárias?

Não temos como fugir das necessidades básicas do país. É preciso avançar em segurança, saúde e educação, principalmente. Pela peculiaridade do estado de Mato Grosso, pretendo também atuar muito forte no agronegócio que é a base da economia do estado. Já existe uma discussão no parlamento sobre segurança pública e quero participar ativamente, meu estado, por exemplo, possui 900 km de fronteira seca voltada para países produtores de narcotráfico. Porém, diariamente, entre todas as forças de segurança este trecho não tem mais do que 15 agentes. O parlamento precisa cobrar mais ativamente, além é claro de buscar avanços na discussão para que esta situação evolua para um quadro melhor.

Na educação, precisamos de uma reforma também. Cristovam Buarque (PDT/DF) disse recentemente que hoje temos alunos do século XXI, professores do século XX e um sistema de ensino do século XIX. Isto é uma realidade, professores tendo que manter até três vínculos para complementação salarial e com consequente perda de qualidade no ensino.

A saúde então nem se fala, hoje os municípios pequenos praticam “ambulancioterapia”, mandando os pacientes para as cidades polos, que também estão abarrotadas e não dão conta da demanda. Isto precisa mudar e o parlamento tem o dever de atuar, seja apresentando projetos, seja promovendo o debate.

No agronegócio pretendo ser um agente facilitador, contribuindo para destravarmos o desenvolvimento do setor no País, pois da porteira para dentro o setor produtivo do País vai bem, da porteira para fora, um caos, com gargalos tributários, burocracia, falta de infraestrutura.

4) Como o senhor pretende fazer a defesa da categoria PRF no parlamento? Sabemos que, como Senador da República, o senhor precisa atender às demandas do MT, mas é possível também apoiar propostas gerais dos policiais rodoviários federais?

Claro, sou PRF e sinto muito orgulho de pertencer à categoria. Este é o momento com o qual tanto sonhamos, de termos um representante no parlamento. Só não imaginávamos que fosse logo de cara no Senado Federal. Atender às demandas dos PRFs não conflita com as demandas do estado, pois são complementares e não conflitantes.

5) Muitos Policiais Rodoviários Federais ficaram bastante empolgados com a sua chegada ao Senado. O senhor sente um peso muito grande nos seus ombros por esta expectativa da categoria? O senhor acha que é possível atendê-la?

Na verdade, esta expectativa me anima, pois sei que posso contar com os colegas. Sinto isto também e me fortalece, pois serei um dos poucos senadores que terá uma retaguarda nacional. Sei que em cada estado terei um colega torcendo e disposto a contribuir com o mandato que não é só de Medeiros mas de cada colega também.

6) Como o senhor acha que a PRF pode ter uma representação política mais efetiva? O senhor acha que poderá contribuir para isso?

A PRF evoluiu muito no cenário político. Antigamente vibrávamos quando saia uma notinha de rodapé na imprensa nacional sobre a PRF, ou mesmo alguma fala nos telejornais. A PRF conquistou o seu espaço e hoje é uma corporação respeitada e citada até nos debates presidenciais, não há como negar, somos referência e com este mandato a segurança pública e a PRF ficará mais fortalecida. Resumindo, acredito que este mandato também servirá para motivar outros colegas a participarem da vida política de seus municípios e, consequentemente, aumentando a representação política da PRF.

7) O senhor é sindicalizado? Qual a sua relação com o sindicato dos PRFs do Mato Grosso e com a FenaPRF?

Tenho relação muito boa com as entidades. Sou filiado ao SINPRF-MT, e já estive em Brasília algumas vezes com nosso presidente Paulo Melo, para encaminhar algumas pautas de interesse da PRF no estado. Quanto à FenaPRF, tenho acompanhado o trabalho da diretoria e vejo o quanto evoluímos. Nossa Federação é respeitada hoje tanto no meio sindical quanto pelo governo, Cavalcanti e sua equipe tem feito um trabalho extraordinário.

8) Que rumos o senhor espera que o Brasil tome após as eleições, especialmente na questão de segurança pública?

A segurança pública tem uma faceta perversa. Na educação, quando ela não funciona, o rico se livra da má qualidade levando o filho para escola particular. Quando a saúde não funciona, as pessoas que podem, têm para onde fugir. Na segurança pública não, seja pobre, seja rico, bonito, feio, amarelo, branco ou preto, a insegurança é geral, não tem como fugir. Então, espero, que os novos eleitos, a presidente reeleita, possam tornar a segurança prioridade na pauta nacional.

9) O senhor foi eleito como 1º suplente nas eleições de 2010. Desde quando o senhor soube que poderia assumir a cadeira no Senado Federal? Como o senhor se preparou para este momento?

Eu havia recém terminado o curso de direito, então fiz uma pós-graduação em Direito Constitucional e também procurei acompanhar o mandato do titular de forma muito próxima, além de buscar conhecer o regimento da casa.

10) Como o senhor acha que se apresentará o cenário nacional para uma possível valorização da PRF diante das inúmeras novas funções exercidas e bons resultados apresentados nos últimos anos? O senhor acha que isso pode se traduzir em algum reajuste de salário substancial?

A questão salarial sempre foi e continuará sendo um cabo de guerra entre o governo e a categoria, não tenho dúvida que este mandato será uma ferramenta importante para a conquista de melhorias para a categoria. A PRF se tornou referência, pois possui um material humano de primeira qualidade, os resultados são consequência da competência dos seus membros, pois souberam galgar os espaços que foram surgindo e fincar sua bandeira no cume da segurança pública.

 

Fonte: Agência FenaPRF

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