Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado de Minas Gerais

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Notícia | 31/10/2014

Multas por ultrapassagens perigosas podem chegar a R$ 2 mil após reajuste

A imprudência das estradas vai pesar mais no bolso do motorista. A partir de sábado (1º de novembro), as multas para quem fizer ultrapassagens perigosas vão chegar a R$ 2 mil.

Na rodovia estadual Raposo Tavares, que liga São Paulo a Mato Grosso do Sul, motoristas se arriscam sem saber o que vem pela frente. Na BR-381, que liga Minas Gerais ao Espírito Santo, também não é difícil flagrar essas irregularidades. Um carro branco ignora o trecho de faixa contínua. Dá seta e ultrapassa o caminhão correndo muito risco em uma subida. Um caminhão tanque ultrapassa um carro e uma carreta também na subida. Um carro ultrapassa o ônibus na faixa continua. Nem a presença do policial inibe a infração. O motorista foi multado.

“Eu não vou ser mesquinho de falar que eu estava fazendo coisa errada e não sabia que eu estava fazendo coisa errada. Sei que estou errado e vou ser punido por isso”, diz Rogério Márcio Ragonesi, empresário.

E a partir deste sábado, dia 1º de novembro, quem tem pressa ao volante vai pagar mais caro pela imprudência. A multa por ultrapassar pela contramão na faixa continua, que era de R$ 191,54, passa para R$ 957,70.

Se o motorista cometer a mesma infração no prazo de um ano, o valor dobra. Ultrapassar pelo acostamento: quase R$ 1 mil. A multa por forçar a ultrapassagem vai ficar dez vezes mais cara: quase R$ 2 mil, mais a suspensão do direito de dirigir por até um ano.

E esse reajuste no valor das multas tem uma justificativa forte. Segundo a Polícia Federal, a ultrapassagem proibida é a principal causa das batidas de frente, que são os acidentes que mais matam. Neste ano, em Minas Gerais, até agora, 40% das mortes em todas as rodovias federais foram provocadas por ultrapassagens irregulares.

“Com o aumento significativo nos valores dessas autuações, nós acreditamos, sim, que haja uma mudança de comportamento”, afirma o inspetor Aristides Amaral Júnior, da Polícia Rodoviária Federal.

Para Frederico Rodrigues, especialista em trânsito, só mexer no bolso do motorista pode não ser suficiente. “Não adianta a gente ter multas com valores significativos se a gente não tiver um contingente de policial, guarda municipal, para poder fazer essa lei valer e punir as pessoas que cometem as infrações”, defende.

De acordo com a PRF, haverá reforço no policiamento nas estradas.

“Quando o condutor não tem a consciência de dirigir, vai ter que mexer no bolso dele que é o órgão mais sensível. Vai doer, ele vai ter que, por uma questão financeira, se reeducar no trânsito”, ressalta Daniel Lomaz, autônomo.

 

Fonte: Bom Dia Brasil


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